Se você está endividado, não está sozinho. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, 82% das famílias brasileiras tinham dívidas em julho de 2026. Nem toda dívida é um problema, mas ela merece atenção quando as parcelas apertam o orçamento ou quando os juros crescem mais rápido do que você consegue pagar. O caminho começa por encarar os números.
1. Descubra exatamente quanto você deve
Monte uma lista com credor, valor total, parcela, juros e situação (em dia ou atrasada). Para conferir o que está em seu nome em bancos e financeiras, use o Relatório de Empréstimos e Financiamentos do Banco Central, que é gratuito. Ele pode levar algum tempo para atualizar, então confira também os contratos e aplicativos.
2. Calcule quanto pode pagar por mês
Some a renda e tire as despesas essenciais: moradia, alimentação, transporte, saúde. O que sobrar é o limite real para as dívidas. Não prometa um valor que você não vai conseguir manter, porque um acordo quebrado pode piorar a situação.
3. Pare de aumentar a dívida
Enquanto estiver saindo do vermelho, evite novos parcelamentos e reduza o uso do cartão e do cheque especial. Se precisar, guarde o cartão ou diminua o limite.
4. Defina a ordem de pagamento
Continue pagando o mínimo combinado em todas que puder e coloque o dinheiro extra em uma dívida por vez. Há dois métodos populares:
| Método | Comece por | Vantagem |
|---|---|---|
| Avalanche | Os juros mais altos | Tende a custar menos no total |
| Bola de neve | A menor dívida | Vitórias rápidas ajudam na motivação |
Em geral, rotativo e cheque especial devem vir primeiro. Atenção também às dívidas que podem levar à perda de um bem, como o financiamento do carro ou da casa, e às contas essenciais, como água e luz.
5. Negocie com atenção
- Procure o credor pelos canais oficiais e pergunte o valor total, o custo efetivo total (CET) e o número de parcelas.
- Compare propostas. Uma parcela menor pode esconder um custo total maior.
- Veja se há um mutirão aberto. Febraban e Banco Central fazem mutirões de negociação de dívidas bancárias, mas a adesão não garante desconto.
- Pergunte sobre portabilidade. Outra instituição pode oferecer condições melhores para assumir um empréstimo.
- Peça o acordo por escrito e guarde os comprovantes.
Cuidado com golpes: desconfie de quem pede pagamento antecipado para "limpar seu nome" ou liberar crédito. Confira se o canal é oficial e nunca passe senhas ou códigos.
Cartão de crédito: o que saber
Pagar só o mínimo joga o restante da fatura no rotativo, uma das modalidades mais caras do mercado. Desde 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida: uma dívida de R$ 1.000 não pode passar de R$ 2.000. O limite ajuda, mas não torna esse crédito barato. Sempre que possível, pague a fatura inteira ou negocie uma condição menor.
E quando as dívidas parecem impossíveis de pagar?
A Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) protege o consumidor de boa-fé que não consegue pagar suas dívidas de consumo sem comprometer o mínimo necessário para viver, e prevê a renegociação conjunta com os credores. O Procon ou a Defensoria Pública da sua cidade podem orientar sobre os caminhos disponíveis.
Depois de quitar: não volte para o vermelho
Quando uma dívida acabar, direcione parte da parcela que ficou livre para a reserva de emergência. É ela que evita recorrer ao crédito caro no próximo imprevisto.
Como o ZenFin ajuda
Cadastre suas parcelas e contas para ver no calendário como o saldo se comporta ao longo do mês. O ZenFin avisa sobre vencimentos, mostra as faturas do cartão e deixa claro quanto da renda já está comprometido.
Saiba quanto cabe no seu mês
Veja suas contas, faturas e parcelas em um só lugar com o ZenFin. Grátis para Android e no navegador.
Baixar o ZenFin grátisEste conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de finanças.
ZenFin